Professor supervisor:
O aluno do curso escolhe um supervisor experimentador, cujo objetivo é capacitar o aluno com menos experiência a ser o mais efetivo possível em seu atendimento de beneficiar o seu paciente.
O supervisor se ocupa com a tarefa de supervisionar o aluno. Centra sua atenção primordialmente em suas intervenções, o que entendeu do material, etc. O supervisor trabalha com uma filosofia que centraliza seu interesse no caso clínico apresentado pelo aluno e por outro lado, trata de atender ao que se passa no inconsciente do estudante, encarando seus pontos cegos e sua contratransferência.
Ensina o supervisor os diversos aspectos práticos do tratamento relacionados com o contrato, honorários, férias, ausências, atrasos, problemas de atuação (acting out). Outro aspecto, que desenvolve é o da terminação da análise.
O supervisor transmite gradualmente o conhecimento, estimulando o desenvolvimento de capacidades. Mostra ao supervisionado três momentos no processo de supervisão: no primeiro, centra o ensino no manejo de transferência e da contratransferência. No segundo, dá ênfase aos conceitos básicos na análise de uma sessão tomada em detalhe e globalmente, destacando o desenvolvimento da capacidade de observação e de formulação das interpretações. No terceiro, inclui a sessão com o desenvolvimento total do caso e a orientação na elaboração de um histórico.
A supervisão acontece individualmente ou em pequenos grupos de quatro alunos. Veja as grades de horário disponíveis.
Carga horária da supervisão e forma de desenvolvimento:
A carga horária da supervisão é de 60 (sessenta) horas, uma vez por semana, e o aluno inicia a supervisão a partir do segundo semestre do primeiro ano. A sessão dura 60 (sessenta) minutos. O aluno apresenta o material clínico que, de preferência, é reconstruído depois da sessão. O supervisor comenta o mais detalhadamente possível, os diferentes aspectos da sessão, tais como: começo, cumprimentos, desenvolvimento do processo associativo, evolução das fantasias inconscientes, vínculo transferencial-contratransferencial, principais ansiedades e processos defensivos, estado das funções egóicas, interjogos: projetivo-introjetivo do par analítico, formulação e oportunidades das interpretações, atitude e resposta do paciente face às sessões, sonhos, linguagem verbal e não-verbal, final da sessão, etc.
Cada aluno, durante todo o processo de supervisão, deve apresentar 20 (vinte) sessões de caso clínico individual; 10 (dez) sessões de caso clínico de grupo; 10 (dez) sessões de caso clínico de casal; 10 (dez) sessões de caso clínico de família e 10 (dez) sessões de caso clínico instituição, num total de 60 (sessenta) horas. Para conseguir que o aluno adquira os conhecimentos necessários para que desempenhe o mais adequadamente possível, sua tarefa analítica: individual, grupal, casal, família e instituição.