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04/03 – A PSICANÁLISE NO ENFRENTAMENTO DA ANGÚSTIA CONTEMPORÂNEA

ANTONIO MUNIZ DE REZENDE – Psicanalista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), doutor em Filosofia pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, em Roma, professor titular aposentado da Unicamp e autor dos livros Bion e o futuro da Psicanálise, A questão da verdade na investigação psicanalítica e A identidade do psicanalista, entre outros.

DATA : 4 de março, quarta-feira | HORÁRIO: 19h30

LOCAL: CEFAS CAMPINAS – Rua Mogi Guaçu, 569 – Novo Cambuí – Campina/SP

INSCREVA-SE JÁ

ENTRADA GRATUITA

A REFLEXÃO: OBJETIVO

O objetivo desta palestra é refletir de que forma a Psicanálise intervém nas diversas dinâmicas da sociedade contemporânea e como contribui na lida com as mais diversas manifestações da angústia e nas situações de perdas, separações, lutos, desamparos, ansiedade, pânico, depressão e outras dores psíquicas. Nesse contexto, qual o lugar e a responsabilidade do psicanalista.

O CENÁRIO: NA VELOCIDADE DO LOGARÍTMO

Bauman resume: Nas sociedades líquido-modernas deve-se modernizar-se ou corre-se o risco de perecer. É uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante, com uma sucessão de reinícios. As trocas subjetivas encontram-se inadequadas, comprometendo os laços sociais. Ligações frouxas e compromissos revogáveis são os preceitos que orientam os laços entre os indivíduos. Ligar-se ligeiramente a qualquer coisa que se apresente e abandoná-la rapidamente é o que conta. Viver no presente e pelo presente, obtendo o máximo de satisfação possível, evitando as inquietações e sofrimentos, priorizando os finais rápidos e indolores, pois sem eles seria impossível recomeçar, é um imperativo. Vivemos em uma sociedade de valores voláteis, descuidada do futuro, egoísta e hedonista, onde a velocidade e não a duração é o que importa. As recentes crises econômicas mundiais, o alto índice de desemprego nas grandes cidades, o ritmo exigente e destrutivo dos mercados, bem como a falta de perspectivas num futuro melhor, tem ocasionado profundas mudanças tanto nos sujeitos quanto nas sociedades. Observa-se uma perda da subjetividade. O sentimento de impotência agrava-se, o autorrespeito, a autoestima e a autoconfiança encontram-se debilitadas. Cresce o medo de tornar-se obsoleto, defasado, dispensável. O ritmo e a velocidade dos acontecimentos assombram os indivíduos, que cada vez mais temem ficar para trás, perder o momento certo das mudanças. Vivendo num ritmo acelerado, os indivíduos encontram-se pressionados e angustiados diante das exigências do mundo globalizado. 

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