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	<title>Arquivo de Artigos - Cefas</title>
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	<title>Arquivo de Artigos - Cefas</title>
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		<title>Psicanálise como formação: um percurso que atravessa o sujeito</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/psicanalise-como-formacao-um-percurso-que-atravessa-o-sujeito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEFAS]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 16:29:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A formação em psicanálise, quando vivida de forma comprometida e profunda (envolvendo estudo teórico sistemático, análise pessoal e supervisão clínica) vai muito além da capacitação técnica. Mais do que preparar um profissional, ela opera uma verdadeira transformação na subjetividade, impactando positivamente todas as dimensões da vida. O profissional desenvolve a capacidade de escutar não apenas  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A formação em psicanálise, quando vivida de forma comprometida e profunda (envolvendo estudo teórico sistemático, análise pessoal e supervisão clínica) vai muito além da capacitação técnica. Mais do que preparar um profissional, ela opera uma verdadeira transformação na subjetividade, impactando positivamente todas as dimensões da vida.</p>
<p>O profissional desenvolve a capacidade de escutar não apenas o que é dito, mas também as entrelinhas, os silêncios eloquentes, as repetições sintomáticas e as contradições reveladoras. Trata-se de uma escuta que acolhe o sofrimento sem julgamento e sem a pressa de oferecer soluções imediatas — uma escuta que sustenta o tempo do outro.</p>
<p>A psicanálise nos ensina que cada sujeito é um mundo, uma constelação única de histórias e desejos. Essa compreensão nos conduz ao que chamamos de posição estética diante da existência: a vida deixa de ser um problema a ser resolvido e passa a ser vista como uma obra em constante criação, com suas dores, suas belezas e suas imperfeições. O sujeito torna-se capaz de lidar com o trágico sem desespero e de se maravilhar com a singularidade de cada encontro.</p>
<p>Esse percurso começa na análise pessoal, que leva o futuro analista a um encontro íntimo com seu próprio inconsciente, conferindo maior clareza sobre si mesmo e suas motivações. Ao entrar em contato com a própria história, ele pode elaborar lutos, traumas e conflitos, o que lhe permite uma presença mais autêntica e menos reativa, tanto na vida quanto na clínica.</p>
<p>Paralelamente, os estudos teóricos funcionam como uma lente que amplia e refina essa experiência. Ao mergulhar em Freud, Lacan, Winnicott, nos autores que lhes sucederam e nos filósofos que os sustentam, o sujeito não apenas acumula saber: começa a nomear o que viveu em análise e o que observa na clínica. A teoria oferece os conceitos que organizam o caos da experiência subjetiva, transformando vivências difusas em pensamento articulado.</p>
<p>No entanto, a formação teórica não se limita ao horizonte da clínica. Ela fornece ferramentas para analisar também os fenômenos culturais, sociais e políticos. Com ela, é possível compreender, em profundidade, as angústias contemporâneas, os laços sociais fragilizados e os sintomas que emergem na cultura.</p>
<p>Nesse sentido, a psicanálise torna-se uma importante ferramenta de desconstrução dos discursos normatizadores e excludentes. A sociedade frequentemente opera com ideais de &#8220;normalidade&#8221; que patologizam tudo o que foge à norma, como certas orientações sexuais, modos de expressão de gênero, formas de sofrimento e estruturas familiares. Ao mostrar que o &#8220;anormal&#8221; habita em cada um de nós e que a própria &#8220;normalidade&#8221; é uma ficção defensiva, a psicanálise mina a base teórica do preconceito. As sociedades injustas produzem vozes silenciadas, seja pela pobreza, pelo trauma, pela opressão ou pela violência. O <em>setting </em>analítico é, assim, um lugar onde a palavra pode, finalmente, circular sem censura, restituindo ao sujeito seu lugar de fala.</p>
<p>O exercício da psicanálise configura, portanto, um circuito virtuoso: ao contribuir, ainda que de forma indireta, para a construção de uma sociedade mais justa, por meio da promoção de sujeitos mais autônomos e responsáveis, o profissional encontra em seu trabalho um sentido profundo para a própria vida.</p>
<p>A supervisão, por sua vez, é o lugar onde esse sujeito em formação se vê confrontado com o real da clínica. Diante do inesperado, ele é forçado a abandonar a posição de quem &#8220;sabe&#8221; e a aceitar que seu saber teórico e sua análise pessoal são apenas instrumentos, nunca garantias. A supervisão ensina que o analista se faz caso a caso, que cada paciente convoca uma invenção singular e que a teoria só ganha vida quando colocada à prova no encontro clínico.</p>
<p>Por fim, essa travessia revela que a formação nunca termina. A cada novo paciente, a cada nova leitura, a cada nova questão, o sujeito é novamente convocado a se reposicionar, a reaprender, a reinventar-se. A formação em psicanálise não é um porto seguro, mas uma nau que segue sempre em mar aberto e é justamente aí, na incerteza do navegar, que reside sua beleza e sua verdade.</p>
<p>O CEFAS oferece uma oportunidade para mergulhar nessa aventura transformadora!</p>
<p style="text-align: right;">por <strong>Abelardo Gonçalves Pinto </strong></p>
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		<title>Psicanálise na sociedade de hoje</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/psicanalise-na-sociedade-de-hoje/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEFAS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 01:50:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos em uma época marcada por intensas transformações sociais, tecnológicas e emocionais. Nunca estivemos tão conectados – e, paradoxalmente, nunca nos sentimos tão sobrecarregados, ansiosos e desconectados de nós mesmos. O adoecimento mental é um fenômeno crescente e complexo, que exige abordagens terapêuticas profundas e sensíveis. Nesse contexto, a psicanálise se mantém como uma  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling" style="--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;" ><div class="fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap" style="max-width:1248px;margin-left: calc(-4% / 2 );margin-right: calc(-4% / 2 );"><div class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column" style="--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;"><div class="fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column"><div class="fusion-text fusion-text-1"><p>Vivemos em uma época marcada por intensas transformações sociais, tecnológicas e emocionais. Nunca estivemos tão conectados – e, paradoxalmente, nunca nos sentimos tão sobrecarregados, ansiosos e desconectados de nós mesmos. O adoecimento mental é um fenômeno crescente e complexo, que exige abordagens terapêuticas profundas e sensíveis. Nesse contexto, a psicanálise se mantém como uma das práticas mais relevantes para compreender e cuidar do sofrimento psíquico.</p>
<p>A psicanálise oferece algo raro no ritmo acelerado da vida contemporânea: espaço.<br />
Espaço para pensar, sentir, elaborar. Enquanto muitas abordagens buscam respostas rápidas ou técnicas padronizadas, a psicanálise se dedica ao singular — à história, às relações, aos conflitos e aos desejos de cada pessoa. Isso a torna especialmente valiosa em um mundo onde o sofrimento costuma ser reduzido a sintomas e produtividade.</p>
<p>A força da psicanálise está na investigação do inconsciente. Ela ajuda o sujeito a reconhecer padrões, repetir menos, compreender suas escolhas e acessar sentidos que antes pareciam inacessíveis. Esse movimento interno produz mudanças reais na forma de se relacionar consigo mesmo e com o mundo.</p>
<p>Em tempos de ansiedade generalizada, depressão crescente, burnout e relações líquidas, entender a origem do mal-estar é tão essencial quanto tratar seus efeitos. A psicanálise possibilita exatamente isso: um mergulho na história e na subjetividade de cada indivíduo, permitindo que novas vias de expressão e existência surjam.</p>
<p>Se há algo escasso atualmente, é a escuta. A psicanálise devolve ao sujeito a possibilidade de falar sem ser interrompido, julgado ou apressado. A palavra, na psicanálise, não é apenas comunicação: é ferramenta de transformação. Pronunciar o que dói, o que falta, o que se repete, abre caminhos para o novo.</p>
<p>A psicanálise não é uma terapia do passado — é uma ferramenta potente e contemporânea para compreender o sujeito em meio ao caos da vida moderna. Em um mundo acelerado, ela oferece pausa. Em um mundo de excesso de informações, ela oferece sentido. Em meio ao adoecimento mental crescente, ela oferece elaboração, transformação e um caminho possível para reencontrar a si mesmo.</p>
</div></div></div></div></div>
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		<title>Por que fazer uma Formação em Psicanálise?</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/por-que-fazer-uma-formacao-em-psicanalise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEFAS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2023 22:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Psicanálise é um procedimento para investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo e um método de tratamento desenvolvido por Freud, a partir de sua experiência clínica e de suas pesquisas. Suas teorias modificaram para sempre a forma como entendemos hoje o comportamento humano e o sofrimento psíquico.O objeto de estudo da Psicanálise  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Psicanálise</strong> é um procedimento para investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo e um método de tratamento desenvolvido por Freud, a partir de sua experiência clínica e de suas pesquisas. Suas teorias modificaram para sempre a forma como entendemos hoje o comportamento humano e o sofrimento psíquico.</p>
<p>O objeto de estudo da Psicanálise é o <strong>inconsciente</strong>, ou seja, a gama de significados emocionais possíveis que se organizam, segundo um fio condutor que batizamos de desejo, com tendência a se manifestar à consciência e daí ao ambiente. A  Psicanálise permite elucidar o mundo intrapsíquico do sujeito, transformá-lo ou, pelo menos, propiciar as condições para que o indivíduo possa se autotransformar. Essa possibilidade coloca o <strong>psicanalista </strong>em uma posição privilegiada e de importância com suas intervenções e busca por favorecer essa transformação.</p>
<p>Vale lembrar que as instituições de saúde estão sobrecarregadas com tratamento de transtornos mentais e mais preparadas a abordá-las de forma medicamentosa, oferecendo pouco espaço para o tratamento não medicamentoso destes transtornos.  Portanto, há uma <strong>grande demanda pelo campo de trabalho nas áreas da Psicanálise e Psicoterapias</strong>, tanto em clínica quanto em instituições, que podem contribuir com o manejo desta problemática contemporânea, na compreensão e amenização dos mais diversos conflitos psíquicos e sofrimento humano.00</p>
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		<title>DA PROFILAXIA À SAÚDE PSÍQUICA: COMO PODERIA SER EFICAZ NA VIDA DAS PESSOAS?</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/da-profilaxia-a-saude-psiquica-como-poderia-ser-eficaz-na-vida-das-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonios Terzis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2022 20:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como a profilaxia seria eficaz à nossa saúde mental, se conseguíssemos impedir frustrações novas e repressões? Se conseguíssemos proporcionar satisfações que representassem o bem-estar da saúde? Se conseguíssemos criar condições que não remobilizassem antigos conflitos da infância? Seria ainda mais eficaz se pudéssemos impedir os próprios conflitos patológicos, em todas as ocasiões em que é  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como a profilaxia seria eficaz à nossa saúde mental, se conseguíssemos impedir frustrações novas e repressões? Se conseguíssemos proporcionar satisfações que representassem o bem-estar da saúde? Se conseguíssemos criar condições que não remobilizassem antigos conflitos da infância? Seria ainda mais eficaz se pudéssemos impedir os próprios conflitos patológicos, em todas as ocasiões em que é necessário interferir nos impulsos da criança, deixar aberta mais vias de reação; vias com menos sentimento de culpa, mais auto-confiança, mais atividade, razão, pensamentos, decisão independente e com menos atuações imediatas primitivas; se conseguíssemos criar egos razoavelmente fortes que previssem as consequências dos seus atos? Como poderia ser a nossa saúde mental?</p>



<p>por  <strong>Antônios Terzis</strong> e  <strong>Alan Ferreira dos Santos </strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><a href="https://cefas.com.br/terzis-a-2022-da-profilaxia-a-saude-psiquica-como-poderia-ser-eficaz-na-vida-das-pessoas-2/">Ler artigo completo</a></p><cite>pdf</cite></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>A OBRA NÃO EXISTE SEM O HOMEM, E O HOMEM NÃO EXISTE SEM A OBRA</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/pequena-historia-do-cefas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vagner Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 03:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É isto: a obra não existe sem o homem. A obra: CEFAS - Centro de Estudos e Formação em Saúde, hoje a mais antiga e tradicional instituição particular de ensino da Psicanálise em Campinas. O homem: Antonios Terzis, grego como o são alguns mitos fundadores da Psicanálise.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">pequena história do cefas</h4>



<p>É isto: a obra não existe sem o homem. A obra: CEFAS &#8211; Centro de Estudos e Formação em Saúde, hoje a mais antiga e tradicional instituição particular de ensino da Psicanálise em Campinas. O homem: Antonios Terzis, grego como o são alguns mitos fundadores da Psicanálise.</p>



<p>Terzis, como é conhecido, aportou no Brasil em 1980, vindo da França, onde concluiu seu mestrado e especialização na Sorbonne &#8211; Paris VII, aonde chegou partindo de Atenas, lugar em que se formou em psicologia no Centro de Estudos de Psicologia da Faculdade de Atenas, o que foi seguido por uma especialização no Institut Fur Angewandte Psychologie – de Zurique.</p>



<p>Esse grego veio ao Brasil a bordo de uma bolsa de estudos para um projeto de pesquisa na área de saúde mental sobre “Constelações Familiares de Pacientes Esquizofrênicos”, oferecida pela Embaixada do Brasil na França, e divulgada no Le Monde. Terzis, homem do mundo, conquistou o lugar e, qual um Argonauta em busca do seu Velocino de Ouro, colocou sua nau rumo a Terra Brasilis, aqui aportando na UnB. Dali, seguiu para a USP, lá concluindo seu doutorado, em 1983. Já no fim deste mesmo ano, que lhe chegam notícias de que a PUC Campinas estava contratando professores para seu curso de pós-graduação em Psicologia. Terzis vai, então, para Campinas já no início de 1984, e é ali, na pós-graduação da PUC, de forma mais pontual, que o embrião do CEFAS se forma.</p>



<p>Nessa época, a efervescência acadêmica e intelectual na PUC estava em ebulição. Terzis e colegas percebiam que os alunos confundiam conceitos a respeito do que era da Psicologia e do que era da Psicanálise. E aí começou a formação de alguns pequenos grupos de estudos informais com o objetivo de contribuir à distinção do que era realmente a Psicanálise.</p>



<p>Daí para a realização das primeiras palestras e cursos livres sobre Psicanálise, mitos e temas correlatos, foi um passo, com Terzis liderando as iniciativas e convidando amigos e profissionais de outras instituições para as diversas atividades. </p>



<p>Ao primeiro passo seguiram-se muitos passos por um período de quase 10 anos, quando, em 1995, em parceria com a psicanalista Nora Rosa Rabinovich, as “pessoas psíquicas” de então se expressaram como pessoa jurídica e fundaram o CEFAS. </p>



<p>A instituição começou com um Curso de Estudos Psicanalíticos, e depois outros e outros afins, no mesmo local em que é hoje a sua sede na rua Mogi Guaçu, em Campinas. As aulas aconteciam em algumas salas no fundo da casa em que Terzis tinha a sua clínica.</p>



<p>Algum tempo depois, Maria Aparecida Maia Holanda Terzis entrou na sociedade, e o CEFAS ficou com esta constituição por um período de aproximadamente dois anos, quando Nora mudou de cidade para lecionar em outra instituição. Assim, ela saiu da sociedade e permaneceram Terzis e Maria Aparecida, o que vigora até hoje.</p>



<p>Fundado na extensa experiência acadêmica e científica de Antonios Terzis já relatada, e mais, ainda, a produção e edição de livros e revistas, a publicação de artigos em periódicos, a participação e organização de eventos científicos, orientações de mestrado e doutorado e demais produções -, o Curso de Estudos Psicanalíticos encorpou, expandiu, cresceu e se tornou o que é hoje o curso de Formação em Psicanálise – Teoria, Técnica e Prática, uma Pós-Graduação que acontece sob a égide do tripé psicanalítico da formação estabelecida por Freud &#8211; o Estudo da Teoria, a Análise Pessoal e a Supervisão Clínica. </p>



<p>O estudo da teoria, guiado pelos olhos de diversos pensadores da Psicanálise – Freud, Melanie Klein, Winnicott, Lacan, Bion e outros ilustres “visitantes”, tanto precursores quanto continuadores, mais a técnica desenvolvida na prática vivenciada em sua consistente Clínica-Escola, devidamente supervisionada, constituem, assim, um dos melhores cursos de formação em Psicanálise disponíveis no Brasil, e responsável pela formação de centenas de psicanalistas da melhor estirpe.</p>



<p>Com a notoriedade e reconhecimento deste curso, vieram os diversos cursos de Especialização cadastrados no MEC, os cursos de Aperfeiçoamento, os Simpósios, as Palestras e muitas outras atividades a respeito do pensar e do fazer psicanalítico, realizados em parceria com importantes instituições universitárias e psicanalíticas do país e exterior. Estes cursos e eventos são realizados presencialmente em sua sede própria em Campinas, com alunos de dezenas de cidades do seu entorno, e on-line, com alunos de todo o pais e também do exterior.</p>



<p>Hoje o CEFAS é uma instituição madura e consistente, que sabe o que faz e porque faz, fincada na mais profunda tradição do saber psicanalítico e, ao mesmo tempo, aberta e ligada no mais contemporâneo movimento desse pensamento. Sabedora de ainda estar em desenvolvimento para chegar ao melhor de si mesmo como instituição, trazendo Formação, Especialização e Aperfeiçoamento a todos aqueles que querem o melhor na área, o CEFAS continua o seu percurso e promete muito mais para o novo tempo que vem e que já é.  </p>


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			</item>
		<item>
		<title>Psicanálise e psicoterapias psicanalíticas: casal-família e grupo e suas raízes históricas</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/psicanalise-e-psicoterapias-psicanaliticas-casal-familia-e-grupo-e-suas-raizes-historicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonios Terzis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 16:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente texto visa esclarecer e compartilhar nossa experiência teórica e clínica sobre “psicanálise” e psicoterapias psicanalíticas de casal, família e grupo, suas raízes históricas e situação atual. A prática psicanalítica de casal, família e grupo e os paradigmas científicos atuais da subjetividade, movimentam e organizam novos debates. O CEFAS desde uma perspectiva integradora estuda a  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presente texto visa esclarecer e compartilhar nossa experiência teórica e clínica sobre “psicanálise” e psicoterapias psicanalíticas de casal, família e grupo, suas raízes históricas e situação atual.</p>



<p>A prática psicanalítica de casal, família e grupo e os paradigmas científicos atuais da subjetividade, movimentam e organizam novos debates.</p>



<p>O CEFAS desde uma perspectiva integradora estuda&nbsp;a psicanálise de casal, família e grupo na coprodução de novos saberes&nbsp;almejando&nbsp;romper o isolamento&nbsp;<s>e</s>&nbsp;encontrar vias alternativas a processos de alienação.</p>



<p>O CEFAS oferece cursos de pós-graduação em psicanálise e psicoterapias, promove a profissionalização e a formação continuada&nbsp;há quase&nbsp;&nbsp;25 anos. O nosso objetivo não se limita&nbsp;aos cursos de pós-graduação,&nbsp;procuramos mobilizar os pontos cegos do campo profissional para conseguir uma discussão mais rica e melhor fundamentada sobre nossos modos de atuar. Buscamos soltar o pensamento num resgate do respeito pela dignidade humana.</p>



<p>Nesta comunicação somos motivados a pensar o que é “psicanálise” e “psicoterapias psicanalíticas de casal, família e grupo” e o conceito de formação no CEFAS:&nbsp;</p>



<p>A&nbsp;psicanálise&nbsp;é um método científico de investigação e de tratamento do sofrimento psíquico, que investiga os processos mentais inconscientes, através da escuta psicanalítica.</p>



<p>O pensamento e a prática clínica psicanalítica são reconhecidos hoje como uma das mais influentes contribuições para a psicanálise sobre a investigação da psique humana. Assim, a psicanálise trouxe instrumentos teóricos e práticos inéditos e importantes intuições para<strong>&nbsp;</strong>a clínica de adultos e crianças.</p>



<p>O exercício da investigação psicanalítica, que começa pelo relacionamento entre o consciente e inconsciente, é considerado como uma&nbsp;&nbsp;ciência que busca tanto a verdade, quanto a ética.</p>



<p>Em relação ao que é psicoterapia psicanalítica de casal, família e grupo, a abordagem está baseada em dois desenvolvimentos específicos: o da prática psicanalítica das relações de objeto, procedente principalmente do trabalho de Freud e Melanie Klein e sua aplicação e o da compreensão das relações grupais seguindo os trabalhos de W. R. Bion, Foulkes, Elliott Jaques e outros como Pontalis, Anzieu, Kaës, da escola francesa. A característica comum deles é o significado atribuído ao papel representado pela fantasia inconsciente na elaboração e desenvolvimento de relacionamentos humanos. Todos enfatizam o uso de sentimentos imediatos espontâneos para elucidar esses mundos internos psíquicos de relacionamentos ou fantasias compartilhadas, na medida em que aparecem dentro dos limites da sessão. Por isso, a importância atribuída aqui para o oferecimento de uma chance aos membros do grupo ou família de entrarem em contato com o que seus sentimentos e serem capazes de pensar coletivamente sobre eles.</p>



<p>Sobre “aprender com a experiência”, Bion discute a relação entre a experiência de frustação e a capacidade de encarar a realidade. Nos lembra de como Freud reconheceu o pensamento como sendo inicialmente estimulado em resposta à experiência de frustração.</p>



<p>&nbsp;Em relação ao conceito “formação psicanalítica” do candidato no CEFAS:</p>



<p>Tornar-se analista é um processo que busca investigar o nosso mundo intrapsíquico e o mundo interno mental do outro. A formação psicanalítica no CEFAS busca desenvolver no candidato as condições para que este processo ocorra, a partir do tripé da psicanálise: a) seminários teóricos-técnicos clínicos; b) supervisão,c)&nbsp;análise pessoal. . O CEFAS, através da sua experiência como instituto formador, oferece um conselho aos candidatos para que refletam antes do seu ingresso. Pois, é importante ter empatia e curiosidade pelo mundo psíquico e pela vida mental das outras pessoas. Como também é necessário o interesse pela cultura, ciência, arte, filosofia e as relações humanas. Ou seja, é fundamental a valorização do que é humano e a ética.</p>



<p>A psicanálise de grupo se inscreve no contexto das grandes rupturas da pós-modernidade e no movimento psicanalítico. Nesta primeira, o grupo aparece antes de tudo como um modelo da organização e do funcionamento intrapsíquico. É uma forma e um processo da psique individual. Freud chama grupo psíquico a um conjunto de elementos (fantasmas, representações, afetos, pulsões, etc), ligados entre si por investimentos mútuos, que formam certa massa e funcionam como estímulos de ligação. Ainda, Freud descreve formações psíquicas intermediárias e comuns da psique do sujeito singular e aos conjuntos (famílias, grupos, classes, etc) das quais ele é parte constituinte e parte constituída.</p>



<p>No tempo entre guerras, as primeiras formulações de Freud sobre a psique de grupo e sobre a psicologia das massas proporcionavam as bases teóricas para introduzir os primeiros psicanalistas no caminho de uma psicanálise aplicada aos grupos e grupos especiais, casais e famílias.</p>



<p>Um dos primeiros focos da invenção psicanalítica de grupo se forma em Londres, 1940, poucas semanas depois da morte de Freud, meses após o início da Segunda Guerra Mundial. Psicanalistas de sensibilidade, Bion e Foulkes, põem início a “Psicanálise de grupo”, que institui o modelo da cura e, a partir desta nova situação psicanalítica, fundam as bases de uma teoria psicanalítica aplicada nos grupos.</p>



<p>Neste sentido amplo, a psicanálise de grupo é um método de investigação das formações e dos processos psíquicos, que se desenvolvem num grupo. Assim, a psicanálise de grupo, família e casal é uma técnica de psicoterapia psicanalítica de grupo.</p>



<p>Depois, na França, os psicanalistas Missenard; Sapir; Pontalis, J. B; Anzieu, D; Käes, R; Béjarano e Lacan, tem uma influencia decisiva em toda esta efervescência de psicanálise de grupo. Estes psicanalistas propõem a possibilidade de uma escuta psicanalítica aplicada a um contexto grupal. Nos grupos, como no campo psicanalítico da cura clássica, se desenvolvem fenômenos de transferência que sofrem as vicissitudes da situação multipessoal. O discurso manifesto livre (associações livres) de um grupo deve ser observado psicanaliticamente, como ocultando e expressando um discurso latente. É necessário decifrar esse discurso latente a fim de restaurar seu sentido e levar ao grupo a consciência dele.</p>



<p>Finalmente, na Argentina Pichon-Rivière e Bleger apresentam contribuições específicas que fazem articulação consistente entre o espaço psíquico individual e o espaço psíquico do grupo e das instituições. O conceito do vínculo é central na obra de Pichon-Rivière e o conceito de esquema conceitual referencial e operativo (ECRO).</p>



<p>Assim, a transformação introduzida no paradigma metodológico da psicanálise pelo dispositivo do grupo habilita novos campos de conhecimento do inconsciente e de tratamento dos transtornos psíquicos. O grupo é um processo capaz de modificar radicalmente a pessoa, que adquire sua independência e a estrutura do grupo. É uma das técnicas fundamentais no tratamento dos processos psíquicos. O grupo é uma conquista da civilização, como também, garante o desenvolvimento da vida psíquica. Portanto, o grupo é considerado como lugar da manifestação do inconsciente de cada sujeito-participante.</p>



<p>Terzis (2010) nas três últimas décadas, orientou mais de 100 trabalhos de mestrado e doutorado dedicados ao campo da psicologia e psicanálise, no curso de pós-graduação em psicologia PUC Campinas e 120 trabalhos de conclusão de cursos de Formação e Especialização no CEFAS. O autor concluiu que o grupo é considerado uma tópica individual projetada, um espaço específico dos processos e da formação do inconsciente. Ainda, considera o grupo como um dispositivo através do qual são determinadas as produções do inconsciente, que constituem a intrasubjetividade, intersubjetividade e transubjetividade.&nbsp;</p>



<p>As pessoas que fazem parte do grupo são movidas pela necessidade de enfrentar seus problemas pessoais e conquistar sua independência e autonomia. Por esse motivo, devemos estar permanentemente atentos à articulação das teorias a fim de contribuir para a criação de uma epistemologia da psicanálise dos grupos. O nosso continente necessita dessas técnicas psicanalíticas diante de uma realidade social de escassos recursos econômicos e poucos técnicos para assistir a uma quantidade enorme de pessoas.</p>



<p>Esta é a descrição esclarecedora sobre a evolução do relacionamento da psicanálise de grupo com sua antepassada psicanálise, desde as primeiras elaborações.Espero que essa comunicação possa trazer esclarecimentos relacionados ao que seja psicanálise aplicada aos grupos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>O que é Psicoterapia Psicanalítica em relação à Psicanálise?</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/o-que-e-psicoterapia-psicanalitica-em-relacao-a-psicanalise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonios Terzis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 04:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentamos um breve resumo da evolução da psicanálise, como teoria e como terapia, a partir da estrutura unitária criada por Freud, durante toda sua vida, até o mundo metapsicologicamente pluralístico no qual vivemos hoje.  O desenvolvimento das psicoterapias psicanalíticas  a partir de sua origem teórica, a psicanálise surgiu inicialmente como uma adaptação coerente dos conceitos psicanalíticos às  [...]</p>
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<p>Apresentamos um breve resumo da evolução da psicanálise, como teoria e como terapia, a partir da estrutura unitária criada por Freud, durante toda sua vida, até o mundo metapsicologicamente pluralístico no qual vivemos hoje.&nbsp;</p>



<p>O desenvolvimento das&nbsp;<strong>psicoterapias psicanalíticas</strong>&nbsp;&nbsp;a partir de sua origem teórica, a psicanálise surgiu inicialmente como uma adaptação coerente dos conceitos psicanalíticos às exigências clínicas de pacientes não considerados indicados para a psicanálise, mas evoluiu para um campo de relacionamento multifacetado com seu ancestral psicanalítico.&nbsp;</p>



<p>Essas definições nos remete à fala de Freud em 1914 estabelecendo que qualquer psicoterapia que reconhecesse os dois fatos, da transferência e da resistência, e os tomasse como seu ponto de partida poderia dominar-se psicanálise.</p>



<p>Assim, a psicoterapia psicanalítica seria o procedimento que reconhece a transferência, a resistência e a interpretação e&nbsp;&nbsp;os utiliza racionalmente na psicoterapia.</p>



<p>Esta é a Psicoterapia Psicanalítica cujos objetivos são: catarse, manipulação (no sentido de redirecionar estados emocionais existentes no paciente ou expô-lo a novas experiências),&nbsp;<em>insight</em>&nbsp;por meio do esclarecimento,&nbsp;<em>insight</em>&nbsp;por meio da interpretação, e a resolução dos sintomas. Além disso, a técnica das psicoterapias psicanalíticas é a associação livre e seus dispositivos são: a neutralidade, o manejo da transferência, entre outros&nbsp;&nbsp;e a&nbsp;&nbsp;interpretação como veículo principal do papel do psicoterapeuta.&nbsp;</p>



<p>A questão da relação entre&nbsp;<strong>psicanálise</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>psicoterapia psicanalítica</strong>&nbsp;é ainda importante na prática. A técnica psicanalítica deve ser empregada tanto quando possível, mesmo se o paciente vier com menos frequência às sessões, usar a cadeira em vez do divã, não estiver empenhado com um tratamento mais longo,&nbsp;&nbsp;seja mais comprometido do que o paciente considerado analisável.</p>



<p>Nesse ponto, o CEFAS oferece o curso de Especialização em “Psicoterapia psicanalítica de adulto, criança e adolescente” para designar toda aquela abordagem terapêutica que não interpreta sistematicamente a transferência.Isto é o que Knight<em>&nbsp;</em>originalmente, e Gill, depois dele, chamaram nas décadas de 1940 e 1950 de “psicoterapia de orientação psicanalítica”.</p>



<p>A experiência do CEFAS hoje, é de que é possível traçar uma linha entre as duas (psicanálise e psicoterapias psicanalíticas), conforme resumido pelos protagonistas psicoterapeutas analistas no simpósio de 1979, que chamaram de terceira era na história dessa relação, a era atual do consenso.</p>



<p>Atualmente, mais de 40 anos depois do surgimento desse consenso, a natureza da psicoterapia psicanalítica (o que a define e a constitui, como se relaciona com, ou é diferenciada da própria psicanálise), torna-se crescente foco no relacionamento psicanalítico.&nbsp;&nbsp;Como fator principal na mudança da nossa compreensão sobre a própria essência da terapia psicanalítica pode ser considerado sob uma variedade de rúbricas: o foco na aliança terapêutica ou na aliança de tratamento, como componentes principais do relacionamento psicoterapêutico.</p>



<p>Todas essas formas de conceitualização, o processo de mudança na psicanálise, tornaram progressivamente mais difícil traçar diferenciações entre a chamada&nbsp;psicanálise&nbsp;e as variedades de&nbsp;psicoterapia psicanalítica.</p>



<p>Por outro lado, passamos a viver em um mundo de crescente diversidade psicanalítica, de muitas diferentes metapsicologias psicanalíticas – psicologia do ego dos dias atuais; teoria do conflito contemporâneo; objeto-relacional; escola britânica; psicologia do self; relacional ou intersubjetiva, etc.</p>



<p>Assim, esta é uma descrição da evolução do relacionamento das psicoterapias psicanalíticas com sua antepassada psicanálise, desde as primeiras elaborações, há mais de meio século.</p>
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		<title>Psicoterapias Psicanalíticas de Casal, Família Grupo e Instituições</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/psicoterapias-psicanaliticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEFAS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 19:26:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conflitos pessoais e sociais das mais diversas características ou motivações manifestos no mundo contemporâneo tornam emergencial a disponibilização de mais instrumentos terapêuticos para lidar com todos eles. Já há alguns anos passa o mundo por diversas transformações socioculturais que tiraram a base de segurança perante a noção de um mundo conhecido e previsível, o que  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Conflitos pessoais e sociais das mais diversas características ou motivações manifestos no mundo contemporâneo tornam emergencial a disponibilização de mais instrumentos terapêuticos para lidar com todos eles. Já há alguns anos passa o mundo por diversas transformações socioculturais que tiraram a base de segurança perante a noção de um mundo conhecido e previsível, o que resultou em variados transtornos e doenças mentais em imensa parcela da sociedade. Originados ou manifestos na forma de insegurança, ansiedade, depressão, medo do futuro, rupturas de relacionamentos,&nbsp;&nbsp;&nbsp;desagregação familiar, mudanças repentinas, luto, melancolia, perda de emprego, solidão, abandono, sentimentos de culpa, vergonha, frustração e rejeição, sinalizam novas configurações da subjetividade humana, tem suas ressonâncias na clínica psicanalítica e&nbsp;&nbsp;psicoterapêutica e requerem compreensão e instrumentos mais singulares e adequados.</p>



<p>Todas esses transtornos ou doenças mentais acontecem em uma dimensão individual, mas certamente repercutem no âmbito do casal, da família, dos grupos, das instituições e, até, da sociedade como um todo, ensejando o campo propicio onde a Psicanálise pode atuar e auxiliar com os seus instrumentos – e particularmente com aqueles mais disponíveis aos conhecimentos e às técnicas da grupalidade.&nbsp;</p>



<p>Toda a humanidade vive uma crise de  segurança, liberdade e imprevisibilidade, e isso Freud já anunciava em sua obra &#8220;Mal-estar na civilização&#8221;, mostrando que – numa sociedade onde a busca do progresso fosse caracterizado por um sufocamento da liberdade e da segurança individual, o sofrimento e a angústia eram os preços a serem pagos por todas as renúncias a que todos estariam sujeitos. É nesse contexto, assim, que se justifica a realização de uma especialização em psicanálise, em que o mesmo pretende contribuir a lidar com toda essa problemática contemporânea através da preparação de profissionais capacitados ao auxílio na compreensão e amenização das mais diversas dores psíquicas e sofrimentos que ainda acontecem em nosso mundo e criando as condições a que cada um possa restaurar suas fontes de amparo e esperança e seus elos com a vida.</p>
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		<title>EROS E PSIQUÊ: o funcionamento sadio da PsiquÊ domínio a si mesmo e ao mundo</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/eros-e-psique-o-funcionamento-sadio-da-psique-dominio-a-si-mesmo-e-ao-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonios Terzis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2020 22:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sem dúvida sempre houve a compreensão de que os mitos e as lendas desvelam as paixões do humano. Nas palavras de Paul Diel “os mitos falam do destino humano sob seu aspecto essencial; destino resultante do funcionamento mental sadio ou doentio” (evolutivo ou involutivo do psiquismo) (Diel, 1966, p.13). Por outro lado, as motivações das  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Sem dúvida sempre houve a compreensão de que os mitos e as lendas desvelam as paixões do humano. Nas palavras de Paul Diel “os mitos falam do destino humano sob seu aspecto essencial; destino resultante do funcionamento mental sadio ou doentio” (evolutivo ou involutivo do psiquismo) (Diel, 1966, p.13). Por outro lado, as motivações das ações humanas mostram-se difíceis de serem desveladas.</em><em></em></p>



<p><em>A psicanalise freudiana, ao estudar as instâncias do psiquismo, descobriu a função simbolizadora. O desdobramento do sentido moral (complexo de édipo). Consideramos que os mitos devem, segundo seu sentido oculto, tratar da psique e de seu funcionamento mental (Freud, 1900).</em><em></em></p>



<p><em>Com a ajuda de símbolos, compreendemos como o homem combate a tendência à exaltação afetiva dos desejos, a ilusão, a imaginação, a exaltação, o monstro sedutor que simboliza uma função psíquica (a exaltação imaginativa ou os desejos livres). As armas emprestadas pela instancia psíquica egoica, dão forma a duas funções psíquicas: a força do pensamento elaborativo e de&nbsp;&nbsp;sublimação.</em><em></em></p>



<p><em>Assim, só o homem, pela via da sublimação e responsabilidade tem o poder de vencer a exaltação imaginativa, os desejos primitivos ou a deformação mórbida psíquica.</em><em></em></p>



<p><em>O homem pode e deve, através do funcionamento sadio da psique, dominar a si mesmo e ao mundo. É a lei fundamental da vida. Assim, os combates heroicos dos mitos concretizam as aventuras essenciais de cada vida humana, constituídas pelas possibilidades de sublimação e de um ego heroico. Essas aventuras miticas em seu conjunto nada são além da própria vida psíquica, suas manifestações e seus fenômenos psíquicos (Taplin, 1990).</em><em></em></p>



<p><em>Porém o seu sentido real da vida resume-se na evolução psíquica. O funcionamento psíquico, tema do mito: “Eros e Psique”, é uma constelação evolutiva, que resulta da evolução passada e aspira a evolução futura.</em><em></em></p>



<p><em>O poder dos mitos abrange as mais diversas pesquisas e tem contribuído com interpretações que foram válidas de conformidade com a época e a psicanálise do momento. No mito aparece um ambiente a metade real e a metade fantasia. Em sua aparente simplicidade o mito encobre e torna solidárias múltiplas forças psíquicas. Todo mito é um drama humano condensado. É por isso que qualquer mito pode servir facilmente de símbolo a uma situação dramática atual. (Bayard 1978).</em><em></em></p>



<p><em>Sem dúvida, sempre se compreendeu que os mitos e as lendas nos desvendam as paixões radicais do emocional humano. Neste estudo desenvolvemos o mito “Eros e Psique,” como realidade eminentemente psicológica.</em><em></em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>O MITO EROS E PSIQUE</em><em></em></li></ul>



<p><em>O Eros é o amor personificando, em grego Eros do verbo érotas significa desejar ardentemente. Eros é a força atrativa que leva as coisas a se juntarem, criando a vida. É uma força fundamental a continuidade das espécies. Ainda, o mito no Baquete de Platão, o Eros é apresentado como uma força sempre insatisfeita e inquieta.</em><em></em></p>



<p><em>A psique da mesma forma é a alma personificada, em grego psyké (Ψυχή),&nbsp;significa respirar, princípio vital.</em><em></em></p>



<p><em>Psique jovem princesa tão bela que de todas as partes ocorriam gente para admirá-la. Passou a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Deusa Afrodite, cujos templos se esvaziaram. A Afrodite indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu o seu filho Eros, o deus do amor, que atingisse a jovem psique com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais apaixonante do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se, contrariando as ordens da sua mãe, não lançou suas setas.</em><em></em></p>



<p><em>Enquanto as irmãs de Psique, casaram-se com reis, a caçula Psique cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo seu pai consultou o oráculo de Apolo (Delfos). Este aconselhou o pai da Psique levar a filha vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá um monstro iria toma-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e enquanto a psique esperasse que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro. O leve vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um rio. Esgotada por tantas emoções, Psique dormiu. Quando acordou, estava num jardim de um Palácio de ouro e mármore. Ouviu então uma voz que a convidava a entrar. À noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Recomendou-lhe, insistentemente que jamais tentasse vê-lo.</em><em></em></p>



<p><em>Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado Eros, Psique sentia-se a mais feliz das mulheres. Saudades de suas duas irmãs mais velhas, pediu ao Eros para vê-las. Zéfiro encarregou-se de leva-las ao palácio. As irmãs invejosas da riqueza e felicidade de Psique, elas insinuaram a dúvida no coração de Psique. Declararam que seu marido, que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Assim, aconselharam-na, a preparar uma lamparina e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido Eros, com a segunda poderia mata-lo, se fosse mesmo o monstro. À noite, enquanto Eros dormia tranquilamente, Psique transtornada apanhou a lamparina e iluminou lhe o rosto. Viu, então o mais belo jovem que já existira, Psique emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lamparina no ombro do Eros. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar. Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: ”O amor não pode viver sem confiança”. Psique de sofrimento psíquico, fora de si, desejava morrer, lançou-se nas correntezas de um rio próximo, mas as próprias águas repuseram-na em terra. Psique, numa profunda tristeza andara pelo mundo implorando o auxílio das divindades.</em><em></em></p>



<p><em>Entretanto, como não quisessem desagradar a Afrodite nenhuma delas a acolheu.</em><em></em></p>



<p><em>Psique resolveu dirigir-se a própria Afrodite a mãe de Eros. A deusa fechou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais difíceis e humilhantes, trabalhos: separar, grande quantidade de grãos misturados; cortará lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com água negra do rio Estige. Na primeira tarefa, Psiqué foi ajudada pelas formigas. Na segunda, as ovelhas de um rebanho sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E o terceiro, uma águia tirou lhe frasco da mão, voou ate a nascente do Estige e trouxe-lhe o liquido negro. Finalmente, Afrodite incumbiu-a de ir aos infernos para obter um pouco de beleza de Perséfone (esposa de Hades deus dos subterrâneos). Uma torre orientou Psique para chegar ao reino das sombras, onde habitava a Perséfone. Bem sucedida na prova, Psique voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la. Imediatamente, foi tomada de profundo sono. Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o Eros dirigiu-se ao Olimpo e pediu o Deus Zeus para esperar a mortal Psiqué. Foi atendido, mas, antes era necessário que Psique recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Zeus ofereceu abrasia à Psique, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se somente entre os deuses. Da união de Eros e Psiqué nasceu a Volúpia (Hedonê,em grego&nbsp;</em><em>Ἡ</em><em>δονή ) que personifica o prazer, sob todas as formas. É descrita como uma jovem sensual.</em><em></em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>INTERPRETAÇÃO DO MITO “PSIQUE E EROS”</em><em></em></li></ul>



<p><em>São tantas as analises e interpretações acerca do mito de Eros e Psique, que neste trabalho buscamos uma interpretação psicanalítica plausível do mito, recorrendo, além dos neoplatonicos, sobretudo à obra de Paul Diel (1966) “o simbolismo na mitologia grega”; Cambell; J (1958); Eliade, M (1975); Brandão, J.S (1991); Jung, . G. (1964); Vermant e Vital (1978.</em><em></em></p>



<p><em>Como se pode observar, o mito se divide em várias partes: a introdução; as núpcias da morte; a tentação de psique e suas paixões; as quatro provas e o desfecho feliz, com a imortalização da heroína psique.</em><em></em></p>



<p><em>Tema central, inicialmente do mito é o conflito entre Afrodite e Psique. A partir do momento, cada vez mais seus seguidores se afastavam de seus templos, tudo por causa de uma simples princesa mortal a Psique, a Deusa Afrodite ferida em sua dignidade de grande mãe, deixou-se dominar por um ódio, e resolveu usar seu filho Eros para destruir a rival Psique, ou seja, para punir a desmedida (hibris), a demacia imoderação de uma pobre mortal.</em><em></em></p>



<p><em>Outro aspecto observável no mito sobre o casamento da Psique. Todo casamento é um capto de filha, a flor virginal. Desse modo, todo casamento é como uma exposição no cume de um monte e uma espera pelo homem masculino a quem a noiva é entregue. O velar-se da noiva é sempre o velar, o encobrir do mistério, e o matrimonio, como as núpcias, é um arquétipo central dos mistérios femininos. (Jung, 1964).</em><em></em></p>



<p><em>O caráter do rapto, que o evento assume, expressa, relativamente o Feminino, a projeção do elemento hostil sobre o homem, como a resistência do feminino ao casamento e como a dominação do masculino. O atraso intencional da noiva em chegar ao local do casamento se configuraria numa simulação simbólica de fuga.</em><em></em></p>



<p><em>O significado do encontro entre o homem e a mulher foi certamente interpretado de varias formas, mas para o homem significa vitória, satisfação dos desejos e para o feminino, destino, transformação e o mais profundo mistério da vida.</em><em></em></p>



<p><em>Não é por mero acaso, que o símbolo central da virgindade seja a flor e é significativo o rompimento da virgindade, se denomina defloração.&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para o feminino o ato de um fim e um começo, entre um deixar de ser e penetrar na vida real.</em><em></em></p>



<p><em>De qualquer forma, torna-se compreendido, na vida do feminino, a transição da virgem-flor pra a mãe-fruto. O tema das núpcias ocupa, sem duvida um ponto central no mito de psique e aos pais abalados com o destino da filha, deixada a psique sozinha no cume do rochedo, a princesa é levada pelo vento Zéfiro e transportada para o palácio de Eros.</em><em></em></p>



<p><em>O casamento, que fora percebido por uma separação da psique dos pais, um autentico rapto, é então consumado num cenário típico das “mil e uma noites”: agora quando a noite já ia avançado, uma voz suave lhe chegou aos ouvidos. A psique temia por sua virgindade, vendo-se completamente só. Por fim, chegou seu misterioso fenômeno, subiu o Eros ao leito e fez psique sua mulher, mas antes do amanhecer, desapareceu de pressa.&nbsp;</em><em></em></p>



<p><em>Psique, todavia parecia feliz e vivia em um espaço de conforto e um estado paradisíaco. Todo paraíso, no entanto, tem sua serpente e a felicidade noturna da psique não poderia durar para sempre. O intruso, a serpente venenosa disse Éden, é representado pelas irmãs casadas, que cegas de inveja, planejaram desmoronar a ilusão e a felicidade paradisíaca da psique, que também aqui, equivale à expulsão do paraíso.</em><em></em></p>



<p><em>Qual seria o significado das irmãs no mito da psique? De inicio, ambas se casaram, muito mal. Suas núpcias símbolo da escravidão patriarcal, são exemplos típicos do que se poderia denominar a repressão do feminino no patriarcado. Embora não se possa minimizar o fenômeno da inveja das irmãs em relação o espaço de conforto da irmã psique.</em><em></em></p>



<p><em>A visita das irmãs introduz a primeira perturbação nesse paraíso de prazeres. Desse modo as imagos das irmãs representam projeções reprimidas inconscientes da infância e provoca um conflito no interior da psique, atuando as irmãs como o aspecto sombra da amada de Eros. Desde a primeira visita das irmãs a psique adquire uma certa independência em relação ao amado Eros e a si própria. A psique percebe que sua existência e convivência com Eros não passam de uma dependência ou prisão luxuriosa e sente saudades da presença de seres humanos.</em><em></em></p>



<p><em>Ate então ela havia flutuando na ilusão ou na correnteza de uma êxtase inconsciente, mas agora começa a perceber a ilusão e fantasmática irrealidade de seu paraíso sensual e seu contato com o Eros, a tomar conhecimento de sua feminilidade.</em><em></em></p>



<p><em>Na realidade, até o momento, psique, apesar de seu paraíso sensual, viveu na sombra, num perfeito estado de dependência. A existência da psique era uma não existência, uma vivencia no escuro, um êxtase de sensualidade, algo assim que poderia ser caracterizado, como sendo num estado de dependência absoluto. É exatamente esta situação que torna possível o conflito em psique: no mesmo momento que ama seu amado, também odeia e foi essa constatação que permitiu as irmãs seduzi-la. Embora, ignorasse a aparência do Eros, e conforme as irmãs era um monstro, eram elas que a conscientizaram do pressuposto aspecto do seu marido. Não lhe sendo, mais possível permanecer em seu antigo estado inconsciente, a psique é coagida a ver o verdadeiro rosto do seu amado.</em><em></em></p>



<p><em>Assim, armada com um punhal afiado e segurando uma lamparina, aproximou-se do Eros e, na luz reconheceu o Eros tentou matar, mas fracassou. Depois, enquanto se extasiava com a beleza do marido, inclinou-se para beija-lo e uma gota de óleo fervente, caindo da lamparina queimou e feriu o Eros.&nbsp;</em><em></em></p>



<p><em>Acordado sobressaltado e, constatando a desobediência da psique , abandonou-a imediatamente. E aqui se inicia o drama de psique, a busca da individuação e da independência, que sempre dói muito, porque é uma separação extremamente difícil.</em><em></em></p>



<p><em>A psique que se aproxima do leito, em que dorme Eros, não é mais aquela criatura dependente e envolvente seduzida por seus sentimentos, que vivia no paraíso e do desejo prazeroso. Mas, ao brilho da nova luz com que ilumina a escuridão inconsciente de sua antiga existência, conscientizada pelas incursões de suas irmãs, reconhece Eros. Agora, ela ama, conscientizada, ela experimenta uma transformação profunda: descobre o amor verdadeiro, tenta apunhar-se, em outros termos, fere-se com uma flecha de Eros.</em><em></em></p>



<p><em>Com isto, abandonando o aspecto inconsciente infantil de seu mundo intrapsíquico, renuncia igualmente ao aspecto matriarcal (dependência inicial no corpo da mãe), a luz do novo amor, psique reconhece Eros com um deus que sintetiza em si o inferior e superior.</em><em></em></p>



<p><em>O que a Psique experimenta agora é uma transformação que se passa em seu interior psíquico.</em><em></em></p>



<p><em>A Psique, que conheceu, porque viu Eros na luz, não é mais a menina ingênua e infantil em sua atitude contra o masculino. O amor ao ver o Eros, fez com que passasse a existir dentro dela um Eros que não é mais aquele que dormia diante dela, ou seja, fora dela. Seu Eros interior, imagem de seu amor é, na realidade, uma forma superior e invisível do Eros que dormia a seu lado.</em><em></em></p>



<p><em>A perda do amante, neste momento, é uma das mais profundas verdades do mito. Este é o momento trágico que toda psique feminino assume seu próprio destino. Eros foi ferido por Psique. A gota de óleo, que o queimou acordou e fez-lhe ir embora.</em><em></em></p>



<p><em>Para ela, o Eros era desejável enquanto no escuro, e ele possuía com exclusividade. Afastada do mudo vivendo apenas para ele, sem participação e interferência, em sua existência consciente. Ao libertar-se de Eros, saindo da escuridão, a Psique despoja o Eros de seu poder sobre ela. Agora, os dois se defrontarão como iguais. Em novo plano, amando-se conscientemente.</em><em></em></p>



<p><em>Sua grande tarefa há de ser a unir-se de novo a ele e formar um todo. Assim, a iniciativa de Psique é um novo desenvolvimento que envolve não apenas a si mesmo, mas que também atinge a seu parceiro.</em><em></em></p>



<p><em>O Eros como se comporta face a essa transformação da Psique? Ele foi ferido por sua própria flecha, ou seja, ama Psique desde o inicio, mas ela, só começou a amá-lo, após seu ato heroico. Aquilo porém, que Eros denomina seu amor e o modo como o desepenhava chocam-se com a Psique e sua operação libertadora, que resultou por expulsar a Eros e a si mesma do paraíso da inconsciência.</em><em></em></p>



<p><em>Psique através de seu ato toma consciência e do amor que sente pelo mesmo. Trata-se, no entanto, do inicio de uma transformação psíquica e um desenvolvimento da consciência, adquirindo uma independência e uma história individual de uma situação humana de vida. A psique é um ego ativo, ou seja, um grandioso funcionamento da personalidade humana.&nbsp;</em><em></em></p>



<p><em>Aqui no caso feminino, é de enfraquecer o que antes era algo todo poderoso (Eros que representa os impulsos) paralelamente o Eros que, através do sofrimento, se humaniza e prepara o caminho para a união com a Psique humana.</em><em></em></p>



<p><em>Assim, inicia-se uma nova fase do desenvolvimento de Psique e Eros. A Psique está preparada para enfrentar as quatro tarefas impostas pela Afrodite&nbsp;</em><em></em></p>



<p><em>A primeira tarefa, consistia em separar um monte de cereais as sementes de trigo, cevado, milho, grãos-de-bico, etc, tudo por espécie e numa só jornada. Foi com a ajuda imprescindível das formigas que Psique conseguiu concluir a tarefa. O significado desta tarefa é, que os animais ajudantes são símbolos do mundo dos instintos. Psique possui em si um principio inconsciente, que lhe permite selecionar, peneirar, avaliar e, assim, encontram-se seu próprio caminho em meio à confusão do masculino.</em><em></em></p>



<p><em>A segunda tarefa ainda mais difícil consistia em trazer para Deusa Afrodite os flocos de lã de ouro que cobriam o dorso dos carneiros ferozes que passavam num bosque, à beira de um rio. Qual seria o significado dessa tarefa? Os carneiros simbolizam o poder&nbsp;&nbsp;masculino, e pode ser interpretado com um ato de tomar posse, como uma opressão, como foi o gesto de Dalila, ao cortar os cabelos de Sansão, o herói solar.</em><em></em></p>



<p><em>Psique estaria destruída pelo opressivo principio masculino, se enfrentasse os carneiros, símbolo do poder tirânico masculino, com o qual o feminino não se pode defrontar.</em><em></em></p>



<p><em>Após o pôr-do-sol surge à situação de amor, quando é seguro pegar os cabelos dos carneiros do sol, que se acalmam e buscam o descanso. Estes cabelos são poderes masculinos da fertilização e o feminino, necessita apenas consultar seus instintos para conseguir uma relação fecundada, ou seja, uma relação amorosa com o masculino, ao cair da noite.</em><em></em></p>



<p><em>Para realizar a terceira tarefa, Psique deveria trazer para Afrodite uma jarra cheia de água que alimentava dois rios infernais. O significado da tarefa é uma variante da busca da água da vida, ela une o superior, o mais elevado, e o inferior, o mais profundo. A dificuldade consiste em captar numa jarra o liquido dessa fonte, que significa a corrente da energia vital. A águia, segurando a jarra, configura a já masculino-feminino sublimação da Psique, que recolhe e concebe, mas ao mesmo tempo, compreende e sabe o principio masculino da águia. Assim, permite lhe receber uma parcela do mesmo, sem que seja por ele destruído.</em><em></em></p>



<p><em>As três tarefas uma vez executadas com a assistência significam que Psique pode receber e assimilar o masculino e dar-lhe forma, sim perigo de ser destroçada pelo destrutivo poder.</em><em></em></p>



<p><em>As três primeiras tarefas são executadas com a assistência de ajudantes, animais ou seja, por forças internas da inconsciência da Psique. A quarta e última tarefa deverá ser realizada apenas por ela mesma. Na ultima tarefa será apoiada pela torre um símbolo da cultura e do conhecimento humano.</em><em></em></p>



<p><em>Psique armada com as instruções da torre, faz a grande katabasis, a perigosa decida em defesa de seu único amor Eros.</em><em></em></p>



<p><em>A catabase de Psique ao reino de Hades é uma viagem mais difícil de todos os seus trabalhos, porque requer a luta com a própria morte. Quando chegava ao subterrâneo encontra a Persefone esposa de Hades e recebendo uma caixa fechada a Psique não poderia abri-la. Ela abrindo-a, cai num sono semelhante à morte. Que significa essa caixinha que contém beleza imortal? Qual o sentido do seu sono e da intervenção de Eros, que a liberta do sono da morte?</em><em></em></p>



<p><em>O creme de beleza imortal significa possivelmente, a eterna juventude de Perséfone, a juventude de Thanatos.</em><em></em></p>



<p><em>Trata-se, portanto da beleza do sono semelhante à morte, conhecida nas lendas da “bela adormecida” e da “Branca de neve”, condenadas pela mãe terrível, a madrasta, ou pela velha bruxa.</em><em></em></p>



<p><em>É evidente que a independência de Psique começa no período da gravidez.</em><em></em></p>



<p><em>Enquanto está na esfera matriarcal conduz a uma união entre mãe e filha, aqui o despertar de Psique para a independência, que se inicia com a gravidez, leva-a ao encontro do amor e da consciência.</em><em></em></p>



<p><em>O final feliz devido a Eros, que desperta a esposa Psique do sono da morte. Este fracasso da Psique abrir a caixinha proibida e entrar no sono, que lhe dá a vitória. Esta é a maior luta que se conhece, contra o monstro. Quando Psique decide abrir a caixinha e usar o “creme da beleza imortal, devia estar consciente do perigo a que se expunha&#8221;. E porque ela o fez por ela e para Eros, sua antiga feminidade entra em nova fase. Já não é a beleza fechada em si mesmo, nem a beleza sedutora, trata-se da beleza da mulher que ama, que deseja ser bela para o Eros e para mais ninguém. Ao tomar tal decisão, ela renova sua self. Este toque feminino, de mulher que tudo sacrifica pelo amor.</em><em></em></p>



<p><em>Através do aperfeiçoamento de sua feminilidade e de seu amor, a “Bela adormecida” evoca a perfeita masculinidade de Eros.</em><em></em></p>



<p><em>Reconciliados o masculino e o feminino, Psique foi recebida no Olímpio como esposa de Eros. Seu guia foi Hermes, que nessa missão, exerceu sua verdadeira função de psicopompo, de guia da “alma feminina”.</em><em></em></p>



<p><em>De Eros e Psique nasceu uma menina que se chama “Volúpia”, algo muito superior à sensualidade.</em><em></em></p>



<p><em>Fernando pessoa (1958) numa poesia “Eros e Psique, compreendeu, como sensibilidade e a profundidade, a extensão desse amor – consumação, em que Eros buscando a Psique, acaba descobrindo que ele é a própria Psique, transfigurada em amor&#8221;.</em><em></em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>CONSIDERAÇÕES FINAIS</em><em></em></li></ul>



<p><em>Numa síntese do mito Eros e Psique, o Eros representa a divindade que precede a sexualidade em seu conjunto, tanto em sua forma banalizada, quanto em sua forma sublime. A banalização consiste no mau uso da função que não busca senão o prazer físico, a sublimação acrescenta à ligação e união.</em><em></em></p>



<p><em>Psique, personificação da alma, deixa-se seduzir por Eros sob sua forma perversa, entrando numa banal decadência.</em><em></em></p>



<p><em>Psique é aprisionada num palácio por Eros, simbolizando as promessas da luxuria da qual é prisioneira e não pode libertar-se.</em><em></em></p>



<p><em>Eros, amante só vem visitar a Psique que lhe é cativa ao abrigo da sedução imaginativa que a escraviza. O sedutor ordena expressamente à Psique. À noite e a proibição de ver, são símbolos claros de um desejo que tem necessidade de esconder-se vergonhosamente, de um sentimento inconsciente, consequência do recalcamento.</em><em></em></p>



<p><em>Uma noite, Psique ao lado de Eros adormecido, infringe a interdição e cede à tentação de conhecer o objeto de sua paixão. Com a luz de uma lamparina descobre o Eros. A lamparina acesa simboliza o despertar da clarividência que começa a dissipar o encantamento imaginativo.</em><em></em></p>



<p><em>Livre de sua cegueira, Psique com seus quatro trabalhos difíceis, efetua o amadurecimento e desenvolvimento mental, encontra a clarividência: o amor, Eros não se apresenta mais a ela sob o aspecto de um prazer físico e sedutor. Reaparece sob sua forma real, idealizada pela simbolização e representado como divindade olímpica.</em><em></em></p>



<p><em>Psique com a sublimação do amor, torna-se esposa de Eros. A Psique reencontra a capacidade de união, na verdadeira visão do amor. Contrario os símbolos mais frequentes desse castigo são: afundar na lama ou no abismo.</em><em></em></p>



<p><em>Referências Bibliográficas.</em></p>



<p><em>Freud, S. (1900) the interpretation of dreams em Freud Collected Papers, Hoyarth Press</em></p>



<p><em>Diel, P (1966) Le symbolisme dans la mytologie grecque, edit.&nbsp;</em><em>Payot, Paris&nbsp;</em></p>



<p><em>Taplin, O. (1990) Fogo grego. RTC/ Gradiva, S.P&nbsp;</em></p>



<p><em>Brandão, J.S (1991) Mitologia Grega .&nbsp;</em><em>Edit Vozes, Petropolis.</em></p>



<p><em>Bayard, 1 P (1978) Le Symbolisme du&nbsp;&nbsp;caducei guy tredaniel, Paris</em></p>



<p><em>Cambell, J (1958) the symbol without meaning, rheinverlag</em></p>



<p><em>Eliade, M. (1975) and Rebirtb. Harper, New York</em></p>



<p><em>Laplanche, 1 e Pontalis, J.B (1985) vocabulário da psicanalise Ed Martins Fontes, S.P</em></p>



<p><em>Vernant, 1 P et Vidal, P (1972) Myth et tragédie em grece Ancienne. Maspero, Paris</em><em></em></p>
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		<title>A TRANSFERÊNCIA PSICANALÍTICA E A DINÂMICA DA RELAÇÃO CLÍNICA</title>
		<link>https://www.cefas.com.br/blog/a-transferencia-psicanalitica-e-a-dinamica-da-relacao-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonios Terzis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 18:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução sobre o conceito transferência A transferência, uma das mais importantes descobertas de Freud (1905), constitui um elemento central e principal de qualquer tipo de psicoterapia psicanalítica. Também se reconhece a interpretação adequada da transferência com um veículo importante, por meio do qual mudanças psíquicas podem ser feitas no processo psicanalítico. Neste trabalho, apresentaremos uma  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<ul class="wp-block-list"><li>Introdução sobre o conceito transferência</li></ul>



<p>A transferência, uma das mais importantes descobertas de Freud (1905), constitui um elemento central e principal de qualquer tipo de psicoterapia psicanalítica. Também se reconhece a interpretação adequada da transferência com um veículo importante, por meio do qual mudanças psíquicas podem ser feitas no processo psicanalítico.</p>



<p>Neste trabalho, apresentaremos uma estrutura dentro da qual o psicanalista ou psicoterapeuta de orientação psicanalítica pode organizar sua experiência com o paciente à medida que a análise e a transferência se desenvolvem.</p>



<p>Muitos estudos foram desenvolvidos em diversas línguas sobre transferência. Um dos estudos a nível de pós-graduação (Terzis 207 e Brum, 1998), revisa as ideias originais desenvolvidas por Freud sobre o fenômeno da transferência na psicanálise.</p>



<p>A transferência é o conceito que serve de contexto à psicanalise porque é a partir da transferência que pensamos a dinâmica da relação clínica entre os sujeitos que se comprometem no processo psicanalítico. Em si mesma, a transferência compõe-se de duas noções fundamentais, uma delas faz referência ao conjunto de sentimentos que manifestam-se na vivencia clinica e condensam-se na palavra&nbsp;<em>amor,</em>&nbsp;dando assim ênfase à ideia de amor de transferência. A outra noção que contém a palavra transferência não pertence em exclusividade à psicanalise porque é utilizada também pelas ciências contáveis para referir-se aos deslocamentos de valores de uma entidade a outra. É em parte com esse mesmo sentido que será mantida na psicanalise e destacará a existência de uma repetição necessária para que ditos deslocamentos sejam possíveis.</p>



<p>A transferência, em um significado mais amplo, no sentido de que nossa experiência de relacionamentos passados afeta nossas relações presentes, embora de maneiras complexas das quais não temos consciência.</p>



<p>Entretanto, a transferência pode ser convenientemente definida em um sentido mais restrito; nesta visão, a transferência do paciente aparece na analise da medida em que a relação paciente-analista é afetada inconscientemente por experiências revistas e remodeladas de relacionamentos passados e desenvolve-se além dos modelos costumeiros de relação e sentimento interpessoal.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Antecedentes da Transferência</li></ul>



<p>É muito interessante observar a história particular do conceito de transferência, que foi revelado a partir de uma confusão de relações entre o medico e a paciente, que isto logo chamou-se transferência começou a ter a consistência de um problema a partir das dificuldades que estabelece.</p>



<p>Pode-se seguir, passo a passo, a conformação do conceito em Freud “estudos sobre a histeria” com Breuer (1893-1895), até as trilhas de seu desenvolvimento em&nbsp;<em>fragmento da análise de um caso de histeria&nbsp;</em>(1905), e depois na elaboração final, nos textos&nbsp;<em>recordar, repetir, elaborar&nbsp;</em>(1914) e logo&nbsp;<em>observações sobre o amor transferencial&nbsp;</em>(1915).</p>



<p>O primeiro dos textos que aqui mencionamos foi escrito por Freud (1893-95) em colaboração com J. Breuer, depois de alguns acidentes que recordaremos aqui, não continuava muito interessado no tema. Mas o interesse de Freud em publicar esse livro radicava no tipo de cura que havia levado adiante seu colega Breuer com uma paciente, Berta Pappenheein, que chegaria às páginas com o apelido de Ana, a cura dos sintomas de Berta resulta do método que Breuer chamou catártico (palavra derivada de grego kaθapos que significa saúde e assimila-se com a ideia da purificação), e que consistia em que a paciente, sob os efeitos da hipnose descobrisse para si mesma as lacunas e os mistérios da sua própria historia. E o original deste caso clínico foi a observação de que quando a paciente recordava as circunstancias que causavam a aparição dos sintomas e estas causas podiam ser explicadas verbalmente, os sintomas desapareciam sem que fosse necessário o estimulo sugestivo.</p>



<p>Porem, enquanto este tratamento caminhava sobre os trilhos da livre expressão, a relação irrompe em uma história de amor. Berta enamorou-se de Josef, seu medico, e como modo de expressão do seu desejo, começou a ter dores no abdômen como se fosse uma gravidez. Josef Breuer ante esta situação incomodado optou, com certo radicalismo, por abandonar o tratamento que juntos desenvolviam. E embora tudo, até esse momento, tivesse sido feito em termos de&nbsp;<em>relação clinica profissional</em>, tanto um como outro, agora encontravam-se imbuídos de fortes afetos que impulsionavam tangencialmente aqueles interesses científicos. No mesmo momento em que estes afetos tomaram uma evidente vertente de sexualidade, Breuer projeta uma viagem com sua família para retornar a paz no núcleo do lar e sair da cena, fracassando clinicamente por sucumbir à confusão afetiva que logo se conheceria, alguns anos depois feito conceito, como uma extrema expressão da transferência.</p>



<p>Sem mais demora, devemos aqui ressaltar dois aspectos importantes deste caso clinico. Por uma parte, a palavra plena e eficaz expressa do lado da loucura que supera o poder do saber, e pela outra parte o erótico como um fundamento das relações humanas nas alturas morais do saber cientifico. Estas duas revelações tiveram que esperar alguns anos para ficar como conceitos e assim dar os seus frutos.</p>



<p>Hoje é necessário que todos os que queiram ser psicanalistas comecem pela própria analise, fale encostado no divã sua própria loucura.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Delimitação do conceito</li></ul>



<p>Teremos que esperar ate o caso Dora, escrito no ano 1901 e publicado no 1905, porque é nessa relação analítica que Freud descobre com maior precisão qual era o lugar que lhe correspondia no exercício do seu oficio e que problemas enfrentava em suas psicanalises. É uma história clinica que ainda hoje serve de argumento para o estudo do sujeito, uma vez que mexe com as sutilezas da estrutura psíquica da neurose.</p>



<p><em>&#8230;Meu objetivo nesta história foi de demonstrar a intima estrutura de uma perturbação neurótica e a determinação de seus sintomas</em>&#8230;&nbsp;<em>(Freud 1905 a pg.10).</em></p>



<p>E a partir da estrutura das neuroses surge a necessidade do conceito de transferência. Com isto exemplifica-se um método de trabalho, porque Freud esclarece-nos desde o começo que as transferências não são uma produção da psicanalise, senão que, sempre existiram tanto em meios clínicos como nos meios educativos e a psicanalise somente se encarregara de desvendá-las. Então, desde sempre formando parte da estrutura interna das neuroses. Depois, vem a pergunta:</p>



<p><em>&#8230; Que são as transferências? São as novas edições dos impulsos e fantasias que são criados e se tornam conscientes durante o andamento da analise: possuem, entretanto, esta particularidade, que é característica de sua espécie: substituem uma figura anterior pela figura do medico&#8230;</em>&nbsp;<em>(Freud 1905 a pg.113).</em></p>



<p>Na clinica psicanalítica produzem-se situações propícias para uma nova atualização do passado e o que não se mostra como lembranças a partir da fala do paciente ficará depois evidenciado como repetição no atuar dos acontecimentos passados na atualidade da cura. Como&nbsp;&nbsp;foi para Freud, esta é seguramente a mais rica das experiências que o psicanalista extrai da sua própria análise, é exatamente isso o experimental da clinica que se transmite somente mediante a repetição da própria historia de cada sujeito. Enquanto o paciente esteja no tratamento, diz-nos Freud (1914), não estará livre desta compulsão à repetição e este fenômeno é sua forma de lembrança.</p>



<p>Foi o caso de Dora que Freud encontrou seu lugar de analista durante o processo da cura e encontrou também seu lugar na experiência de não ser nada mais que um operário de uma função de substituição. Sendo esta vaga o espaço para uma substituição da pessoa&nbsp;<em>objeto</em>&nbsp;anterior pela&nbsp;<em>figura do psicanalista,</em>&nbsp;compreendeu que a transferência é um mal necessário, imprescindível e inevitável. É necessária para a continuação do tratamento, ainda que tenha todas as características de um estorvo e o agravante de não manifestar-se senão com&nbsp;<em>&#8230;&#8230;levíssimos indícios&#8230; (Freud1905 a pg113) que devem guiar a interpretação. Diremos então que a transferência é o conceito que serve de contexto à psicanalise, uma vez que uma das noções que a define, é a de repetição e isto implica o deslocamento das vivencias do paciente a uma situação atual com a pessoa do analista que substitui a pessoa que era o objeto anterior.</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Desenlace e estado atual do conceito&nbsp;</li></ul>



<p>Uns quinze anos depois de escrever acerca das repetições no caso Dora, por volta do ano de 1915, quando o conceito já estava estabelecido, produzindo os seus frutos e dando conta dos movimentos da clinica a transferência passa ter um substantivo a ser utilizado como um adjetivo qualificativo do amor que se põe em jogo na situação clínica. Mas esta variação que Freud se viu obrigado a fazer pelas condições que oferecia a clinica não ficou muito clara para os seus sucessores e foi assim que no ano 1964, Lacan observou:</p>



<p><em>A transferência, na opinião comum, é representada como um afeto. Qualificam-na, vagamente de positiva, ou de negativa. Freud colocou, muito cedo, a questão da autenticidade do amor tal como ele a produz na transferência. Para dizer logo, a tendência geral é sustentar que ali se trata de uma espécie de falso amor, de sombra de amor. Freud, ao contrario, está longe de ter feito pender a balança neste sentido”.</em>&nbsp;<em>( Lacan, 1964 pg119).</em></p>



<p>Estas palavras que foram escritas em meados dos anos sessenta, mantem ainda hoje a atualidade, e falamos isto não só porque resulta-nos difícil achar um texto psicanalítico que estude o amor erótico entre o psicanalista e o paciente, senão porque também a transferência foi simplificada até se hoje mais comum encontrar os termos&nbsp;<em>alianças terapêuticas</em>&nbsp;&nbsp;positivas ou negativas, e isto acontece ainda que se trabalhe com o restante da terminologia da psicanalise. Em uma evidente oposição com a tendência de Freud, é comum para a atual massa de psicólogos, a ideia de que o amor com que trabalha o psicanalista não é um amor verdadeiro, senão somente um símil emocional.</p>



<p>Freud (1915) expressa sua posição, sem distorcer as palavras no texto.</p>



<p>Observações acerca do amor de transferência, e depois de submeter sua ideia a algumas críticas, não demora em declarar-se a favor da autenticidade do amor que surge na clinica. O resultado das suas experiências mostra-lhe repetidamente que aquele que surge na experiência psicanalítica é um&nbsp;<em>amor genuíno</em>, e tanto como qualquer outro amor. O fato de que o amor de transferência, seja um amor resultante da soma dos rasgos antigos de outros amores, ou que esteja composto de repetições e que edite novamente as reações infantis não são características que diferenciam-no do amor verdadeiro porque todos os amores constituem-se essencialmente sobre estas bases.&nbsp;<em>não existe estado deste tipo que não reproduza protótipos infantis&nbsp;</em>(op. Cit pg 218) diz-nos Freud: e não se encontrará motivo para negar ao amor sua autenticidade ainda quando a situação onde se desenvolva seja clinica. O fato de que seja um amor experimental por ser provocado pela psicanalise não marca mais que uma diferença ética porque este amor, ainda que peça algumas regras é genuíno. E o fato que seja intensificado pelas resistências do paciente à analise, isto é, que seja um amor cego, não o diferencia demasiado porque o&nbsp;<em>amor louco</em>é tomado pelo mais genuíno dos amores.</p>



<p>Aquele analista que aceite a existência deste amor deverá segui-lo e o psicanalista não deve provocar um namoro, deverá sim, estar com atitude para deixa-lo surgir. E não fazer abstinência de tudo o que o paciente deseja, não deverá negar a beleza, não deverá fugir nem negar, porque isso não o poderia aceitar neurótico nenhum.</p>



<p><em>&#8230;Seria exatamente como se após invocar um espirito dos infernos, mediante auto-encatamentos, devêssemos manda-lo de volta para baixo. Sem lhe haver feito uma única pergunta. Ter-se-ia trazido o reprimido à consciência para reprimi-lo mais uma vez. Num susto. Não devemos iludir-nos sobre o êxito de qualquer procedimento deste tipo. Como sabemos as paixões são pouco afetadas por discursos sublimes&#8230;&nbsp;</em>(Freud,1915 pg 213).</p>



<p>A posição tomada por Freud é clara porque não teme o amor erótico dos seus pacientes, e servirá a este amor já que o amor é como uma ponte que não se constrói somente de um dos seus lados. Servir o amor é a condição necessária que Freud encontra para servir-se dele na análise. Estes são os motivos de Freud para falar do amor de transferência como o motor da análise, motor que tem que seguir na frente apesar das transferências e através delas mesmas. Assim é que Freud (1905) se servirá dos poderes do amor, tomando-o como seu mais poderoso aliado.</p>



<p><em>&#8230;A transferência, que parece predestinada a agir como maior obstáculo à psicanalise torna-se seu mais poderoso aliado se sua presença, puder ser detectada a cada vez e explicada ao paciente&#8230;&nbsp;</em>(pg 114).</p>



<p>Mas é um aliado, e como consequência disto, para que este amor de os resultados, o psicanalista está proibido de qualquer possibilidade de satisfação dos desejos eróticos postos no jogo. Por muito que estime o humano a realização amorosa, o psicanalista, para sustentar-se como tal deve ter a abstinência sexual como o axioma anterior. E assim, quanto mais seguro esteja de que este axioma é inquebrável, mais proveito analítico aproveitará do amor.</p>



<p>Freud esclarece-nos que a abstinência é necessária, mas não pelos preconceitos da sociedade em que vivemos, senão porque é a única forma que pode levar ao fim do tratamento psicanalítico, por ser esta a forma de manter o motor.</p>



<p>Em um dos últimos parágrafos do artigo que lemos acerca do amor, encontramos a descrição das características eróticas do paciente que podem por em perigo a continuidade do tratamento psicanalítico. Não é nunca a proposta grossa de ato sexual perigoso, mas sim a sedução fina, essa que não se mostra, mais que ocultando-se aos nossos olhos. Ou seja, a verdadeira sedução é a que pode fazer o analista esquecer que isso que está em jogo na análise não é o que o paciente pode supor como objeto desejável.</p>



<p>Em síntese, o desenvolvimento da transferência é descrito como sendo dependente da interação do paciente-analista, ela vem a refletir mais a estrutura intrapsíquica do desenvolvimento psíquico à medida que a regressão do paciente e o envolvimento do analista nos conflitos do paciente aumentar. Quando ela aparece, a estrutura complexa dos temas relacionados que constituem a transferência emerge de revivências transferência mais episódicos de experiências passadas, a partir das quais o analista pode reconstruir os contornos do desenvolvimento psíquico primitivo. Os fatores de resistência do paciente e de contratransferência do analista podem impedir o desenvolvimento, o aparecimento e o reconhecimento de manifestações de transferência.</p>



<p><strong>REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS</strong></p>



<p>Freud (1905) fragmento de uma análise de um caso de histeria. Edit.&nbsp;&nbsp;Santard Brasileira. Rio de Janeiro, Imago, 1988.</p>



<p>Terzis A. transferência e contratransferência. Rev SPAGESP, 8; 1-10,2007.</p>



<p>Brum, G. H, Terzis A. (orientador) a psicanálise em interseção com a maiêutica. Mestrado, PUCC, 1998.</p>



<p>Breuer, J e Freud, S (1893-1895) estudos sobre a histeria. Edit. Standart Brasileira. Rio de Janeiro, Imago 1988.</p>



<p>Freud, S (1914) recordar, repetir, elaborar, Imago, 1988. Edit. Standart Brasileira. Rio de Janeiro, Imago 1988.</p>



<p>Freud, S (1915) observações sobre o amor transferencial. Edit. Standart Brasileira. Rio de Janeiro, Imago 1988.</p>



<p>Lacan, J (1964) los quatro conceptos fundamentales del psicoanálisis, Tad Oscar Masalta Bs AS, Ed. Siglo XXI, 1976.</p>
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